sábado, 22 de junho de 2013

ALIVIO

Em minha mansão, Cavo minha própria cova. Por estar fazendo menção, De minha alma rasa. Protegendo-me do tempo, Dentro de um caixão. Fugindo de todo passado, Sombrio e obscuro de minha obsessão. E em meu velório uma lagrima irá rolar, E uma lagrima de alivio pelo meu pesar. Por que minha vida desamparou, Por que meu corpo matou. Assim, meu suicídio, velório e fim. Entre a única lagrima a descer, E a minha tristeza na penumbra morte do fim, Em que de minha vida alivie-me ao guarnecer.
Um sentimento estranho tomou conta de mim.. Responsável pela minha alegria e pela minha dor.. Ligando-me á vida u talvez á morte! O extrem da paixão.. A essência de um ser.. Como pude ficar assim ? Repleto desse patético sentimento o qual eu sempre Desprezei? Antes minha vida se resumia em um nada.. Agora se resume em um tudo.. Agora se resume em você. Você que invade meus sonhos Doma minha mente.. Roouba minha alma.

AMOR

Ofereço-te um cálice de veneno Para comigo brindar Numa linda noite sob um belo luar Depois de bebermos vamos viajar Nos desprender dos corpos E com as almas flutuar Alcançaremos o amor eterno E nada irá nos impedir Dessa vez me dê certeza Pois mais uma vez não vou me iludir E de sobremesa tomaremos O mais nobre cálice de sangue Para selar nossa união Seremos duas almas Unidas por um só coração!!

DESCONHECIDA

Não reconheço meu olhar... Que a muito tempo se perdeu, Nas curvas de uma estrada... Nas encruzilhadas do meu eu. Desconheço-me Diante deste espelho... Face de alguém oprimido, Face de alguém em desespero. Não me reconheço mais, me esqueço, Sinto-me só... Um espantalho da meia noite Um punhado de pó. Um ser omisso, sem voz. Que não amanheceu com A luz frouxa do nascer do sol. Eu anoiteci, me esqueci... Guardando-me para as estrelas Não me reconheço mais... Sou o fantasma da lua cheia