sábado, 22 de junho de 2013

DESCONHECIDA

Não reconheço meu olhar... Que a muito tempo se perdeu, Nas curvas de uma estrada... Nas encruzilhadas do meu eu. Desconheço-me Diante deste espelho... Face de alguém oprimido, Face de alguém em desespero. Não me reconheço mais, me esqueço, Sinto-me só... Um espantalho da meia noite Um punhado de pó. Um ser omisso, sem voz. Que não amanheceu com A luz frouxa do nascer do sol. Eu anoiteci, me esqueci... Guardando-me para as estrelas Não me reconheço mais... Sou o fantasma da lua cheia

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